Um documentário angolano sobre os elefantes no Parque da Quiçama.
Filmado, montado e finalizado em Angola, por angolanos,
com tecnologia de ponta, nível de cinema mundial.
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O PROBLEMA
Cresceu uma geração inteira sem saber que Angola é terra de elefantes.
Durante séculos, Angola foi território de gigantes. Eles percorriam livremente as nossas terras, faziam parte da paisagem, da nossa história e da nossa identidade.
Depois, tudo mudou. A guerra deslocou populações, a pressão sobre a natureza tornou-se insustentável, os habitats foram destruídos e a fauna dispersou-se. Os elefantes deixaram de fazer parte do nosso imaginário colectivo.
Crescemos sem eles. Sem sequer saber que existiam.
Hoje, a cerca de 100 quilómetros a sul de Luanda, eles estão de volta.
Mas este regresso acontece em silêncio. Quase sem registo. Sem memória. Sem ligação com as pessoas.
E sem ligação, não há preservação.
O FILME
Não é sobre animais. É um filme sobre reencontro.
Quiçama’s Giants é um documentário cinematográfico angolano que acompanha o regresso silencioso dos elefantes ao território nacional, em particular ao Parque Nacional da Quiçama.
O título de trabalho nasce de “Jamba”, elefante em Umbundu.
O filme procura reconstruir a ligação perdida entre os angolanos e uma das espécies mais emblemáticas da nossa história natural.
É um filme sobre aquilo que deixámos de conhecer no nosso próprio território.
Gênero
Duração prevista
Idioma
Local da filmagem
Captação
Masterização
Publico
Execução
Documentário – Natureza, história, conservação
Longa-metragem, 120 minutos
Português, Umbundo, Kimbundo, Inglês, Françês
Parque da Quiçama e outras Regiões
8K RAW cinema Digital, RED RAW
4K HDR – Dolby Vision – Dolby Atmos
Angolano e Internacional, a partir dos 10 anos
18 meses
COMO VAMOS FILMAR
A linguagem é contemplativa e imersiva. Queremos
colocar o espectador dentro do habitat, frente a frente com os animais, sem filtros e sem distância.
• Cinematografia aérea e terrestre em 8K
• Captação de som ambiente natural
• Entrevistas com biólogos e conservacionistas
• Testemunhos das comunidades locais
• Observação sem interferência directa nos animais
100% PRODUZIDO EM ANGOLA
Produção, realização, câmara, pós-produção, cor, som, gestão técnica e comunicação: tudo feito no país, por angolanos.
A tecnologia aqui não é luxo. É a ferramenta para contarmos a nossa própria história com qualidade internacional e para deixar em Angola capacidade instalada que fica depois do filme terminar.
PORQUÊ OS ELEFANTES
É IDENTIDADE
Para quem é de Benguela, o elefante está no centro do brasão da província, no símbolo do clube da cidade e no nome da Baía dos Elefantes, na Equimina. Essa ligação não é teórica. É cultural. É ancestral.
Há também um dado histórico incontornável: o maior elefante alguma vez registado no mundo foi abatido em Angola, em 1955, o chamado elefante de Fénykövi, hoje exposto no Smithsonian, em Washington.
É ECOLOGIA
Onde existem elefantes, o ecossistema está vivo. Abrem caminhos, criam clareiras e espalham sementes ao longo de dezenas de quilómetros, ajudando a regenerar a vegetação e a manter o equilíbrio entre espécies.
São aquilo a que a ciência chama uma espécie-chave: sem eles, o sistema inteiro muda.
É ECONOMIA
Os elefantes são um dos maiores atractivos do turismo em África.
Onde existem, há interesse, investimento e desenvolvimento local, hotelaria, guias, transporte, restauração e artesanato.
Para Angola, não são apenas um símbolo. São uma oportunidade concreta de crescimento sustentável, num momento em que o país procura diversificar a sua economia.
É HISTÓRIA RECENTE
Antes da independência, a Quiçama abrigava milhares de elefantes.
Duas décadas e meia de guerra e caça furtiva reduziram essa população a quase nada.
No ano 2000 arrancou a Operação Arca de Noé, que transportou elefantes da África do Sul e do Botsuana de volta para a Quiçama.
Passaram-se mais de 25 anos. Eles ficaram. Reproduziram-se. E quase ninguém em Angola sabe disso.